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A história da Copa Libertadores contada em lugares

A Copa Libertadores também pode ser contada com um mapa. Estas são algumas das cidades e dos estádios que marcaram a sua história.
1960: tudo começou no Centenário
A primeira edição foi disputada em 1960 e ainda não se chamava Libertadores: era a Copa dos Campeões da América. Participaram sete clubes de sete países: Peñarol (Uruguai), San Lorenzo (Argentina), Bahia (Brasil), Jorge Wilstermann (Bolívia), Olimpia (Paraguai), Universidad de Chile e Millonarios (Colômbia).
O primeiro jogo foi no Estádio Centenário, em 19 de abril de 1960, e o Peñarol venceu o Jorge Wilstermann por 7 a 1. Na final, o Peñarol ganhou do Olimpia por 1 a 0 em Montevidéu e empatou por 1 a 1 em Assunção: foi o primeiro campeão. O artilheiro do torneio foi o equatoriano Alberto Spencer, com sete gols. O seu país esperou quase meio século para levantar a taça.
Um nome com história
Em 1965 o torneio passou a se chamar Copa Libertadores da América, em homenagem aos heróis das independências sul-americanas, como Simón Bolívar, José de San Martín e Dom Pedro I.
Avellaneda, a capital da copa

Se fosse preciso marcar uma cidade com um alfinete bem grande, seria Avellaneda. O Independiente é o clube com mais títulos, sete, e por isso é chamado de Rei de Copas. Ganhou quatro seguidos, entre 1972 e 1975. Por países, Argentina e Brasil ficaram empatados com 25 títulos cada um até a edição de 2025.
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Manizales e o Maracanã: as surpresas


Em 2004, o Once Caldas empatou por 0 a 0 na Bombonera, e a volta foi no Estádio Palogrande, em Manizales, na Colômbia. Terminou 1 a 1 e foi para os pênaltis: o Boca errou suas quatro cobranças e o Once Caldas venceu por 2 a 0. Poucas disputas de pênaltis foram tão curtas.
Em 2008 a surpresa veio de Quito. A LDU venceu o Fluminense por 4 a 2 na ida e perdeu por 3 a 1 no Maracanã. Nos pênaltis, o goleiro José Francisco Cevallos defendeu três cobranças e a LDU se tornou o primeiro campeão equatoriano. Spencer, enfim, tinha companhia.
Madri 2018: os Libertadores na Espanha

A final de 2018 entre River e Boca começou com um 2 a 2 na Bombonera. A volta seria no Monumental, mas o ônibus do Boca foi atacado a caminho do estádio e a CONMEBOL levou o jogo para o Santiago Bernabéu, em Madri. O River venceu por 3 a 1 na prorrogação, em 9 de dezembro de 2018. É a única final disputada fora da América do Sul. Um detalhe para sorrir: a taça que homenageia, em boa parte, heróis da independência contra a Espanha foi decidida justamente na capital espanhola.
Lima e a final única

Desde 2019 a final é disputada em jogo único. A primeira seria em Santiago do Chile, mas foi transferida para Lima por causa da crise social chilena. No Estádio Monumental de Lima, o Flamengo venceu o River por 2 a 1, com dois gols de Gabigol nos minutos finais. Lima voltou a ser sede em 2025, quando o Flamengo venceu o Palmeiras por 1 a 0 e chegou à sua quarta Libertadores.
2026: de volta ao ponto de partida
Este ano a história volta ao lugar onde começou: a final será no Centenário. Se você pensa em viajar, o nosso guia da final da Libertadores 2026 em Montevidéu tem tudo o que é prático.
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